para que eu me sinta mal ?
quem foi que me deixou ferido
de ferimento tão mortal ?
eu parei diante da paisagem
e levava uma flor na mão
eu parei diante a paisagem
procurando um nome de imagem
para dar à minha canção
nunca existiu sonho tão puro
como o da minha timidez
nunca existiu sentimento tão puro
nem tambèm destino tão duro como
o que para em mim se fez
estou caído num vale aberto nunca ninguém
passará perto nem terá noticias minhas
eu sinto que não tarda a morte
e sò há por mim esta flor
eu sinto que não tarda a morte
e não sei como è que suporte tanta solidão
sem pavor e sofro mais a ouvir um rio que ao longe
canta pelo chão que deve ser límpido e frio
mas sem dò nem recordação como a voz cujo murmúrio
morrerá com o meu coração

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